PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E SUSTENTABILIDADE NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL MÉDIO E SUPERIOR NO IFBAIANO
Adriana Martins da Silva Bastos
Conceição. Instituto Federal, de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano. E-mail: adriana.conceicao@ifbaiano.edu.br;
Elielma Santana
Fernandes. Instituto Federal, de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano. E-mail:
elielma.fernandes@ifbaiano.edu.br.
Introdução
A
sociedade vive diante de um paradigma complexo que a coloca em constante
confronto entre a sobrevivência e a manutenção do modelo socioeconômico
estabelecido, visto que a muito já se vem experimentando o amargo sabor de
conviver com os efeitos deste modelo hegemônico da espécie humana sobre as
demais formas de vida. Assim, Leff (2002) destaca que a complexidade ambiental
inaugura uma nova reflexão sobre a natureza do ser, do saber e do conhecer,
sobre a hibridização de conhecimentos na interdisciplinaridade e na
transdisciplinaridade; sobre o diálogo de saberes e a inserção da
subjetividade, dos valores e dos interesses nas tomadas da decisão e nas
estratégias de apropriação da natureza.
Ante a essa complexidade, Carvalho (2012) aborda o
pensar no modo de ser e de existir quanto sujeito ecológico que pauta seu
modus vivendi sob um olhar holístico com o meio que o cerca, corroborando
com a ideia de Novicki &
Maccariello (2002), ao tratar a formação da consciência
como um processo efetivado na ação-reflexão dos atores sociais que, através das
suas práticas e em interação com seus semelhantes, transformam a natureza pelo
trabalho e são transformados por ele, fazendo existir, de acordo Gadotti (2000)
uma pedagogia da Terra, uma construção da história de forma participativa.
Nessa
perspectiva, o grande desafio da sociedade desde a
promulgação da Lei Federal 9.897/99, que dispõe sobre a Educação Ambiental (EA)
no país, tem sido a efetivação dos seus princípios e objetivos nos diversos
espaços de interação como componente essencial e permanente da educação
nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e
modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal (Brasil,
1999). Nesse sentido, ao refletir os espaços formais, nota-se que as
instituições de ensino, desde então, têm discutido os modelos pedagógicos que
mais se aproximem do ideal proposto na referida lei, através de projetos e
ações pedagógicas que despertem nos discentes um olhar crítico, questionador e
atuante nas questões que envolvem o ambiente em todas as suas concepções.
Compreendendo
a realidade da educação profissional no ensino médio e em cursos de graduação,
o processo pedagógico a que se propõe a EA busca através da articulação dos
indivíduos um envolvimento que fortaleça a ação que possam transformar suas
realidades, localmente e regionalmente, com um olhar mais crítico sobre essas, atuando
como multiplicadores ambientais, em tempo que podem criar estratégias de
engajamento da coletividade na implantação de programas de EA, no
(re)conhecimento das suas potencialidades e fragilidades atuando de forma a
conduzir ações que permitam ao indivíduo entender o contexto que está inserido e
possa encontrar as soluções, formas para superá-los cotidianamente. Formar profissionais
que estejam envolvidos com a sustentabilidade é um desafio que impõe esforços
para que estes atuem respeitando os limites ambientais e atendendo as
necessidades das populações humanas.
Nesse sentido, esse artigo tem por objetivo relatar uma troca de
experiências sobre os desafios e as vivências da educação ambiental no ensino
técnico e na graduação, como prática docente, no Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia Baiano.
Partindo do ideia de que os espaços de diálogos devem ser cada vez mais
fortalecidos como o lugar de onde emergem e reverberam questões essenciais como
segurança alimentar, saúde ambiental, manejo adequado dos recursos naturais, a
memória e identidade dos povos tradicionais, os saberes populares e a ciência,
mas também como lugar de resistência que busca uma sociedade mais justa,
igualitária e prioritariamente sustentável em todas as nuances sociais,
culturais, ambientais, econômicas e históricas. Dentre as inúmeras
possibilidades de espaços de diálogos, traremos aqui a participação na Mesa
redonda: Educadores Ambientais: desafios e vivências no
ensino profissionalizante, ocorrida durante o IV Congresso Brasileiro de
Educação Ambiental Interdisciplinar(COBEAI), promovido Universidade Federal do
Vale do São Francisco em 2018.
Desenvolvimento
Para trazer esta experiência será adotada a metodologia de narrativa na
qual as docentes/autoras descrevem o processo de construção da abordagem com
foco no tema proposto para a ação. Através da narrativa pessoas lembram o que
aconteceu, colocam a experiência em uma sequência, encontram possíveis
explicações para isso, e jogam com a cadeia de acontecimentos que constroem a
vida individual e social (JOVCHELOVITCH; BAUER, 2007). Descrição do
planejamento com base nos percursos didático pedagógicos na educação
profissionalizante em seguida as intervenções do público no momento de diálogo.
Como
ponto motivador da participação na mesa redonda, instigou-nos o pensamento de que ”o conhecimento só é integral quando é compartilhado (GADOTTI, 2010) e
que nos convidou a apreender que as experiências do vivido como construção do
saber, também são elementos que devem ser partilhados criando redes de
integração do conhecimento. Nas interlocuções da proposta temática que viria a
agregar as reflexões até então desenvolvidas, chegamos a conclusão de que a
melhor representação sobre essas estaria sob o título: Educadores Ambientais: desafios e vivências no ensino profissionalizante.
Durante alguns diálogos acerca das possibilidades de temas e abordagens
a serem feitas durante a atividade, as docentes buscaram na missão Instituto
Federal Baiano o elo com suas práticas de ensino, pesquisa e extensão, junto
aos discentes no cotidiano. Desse modo, a missão institucional em oferecer educação profissional e tecnológica
de qualidade, pública e gratuita, nas diferentes modalidades, preparando
pessoas para o pleno exercício da cidadania e contribuindo para o
desenvolvimento social e econômico do país, através de ações de ensino,
pesquisa e extensão (IF BAIANO, 2015) aponta, entre valores institucionais, a
sustentabilidade pautada na responsabilidade social e ambiental. As ações
pedagógicas desenvolvidas permitem a formação de profissionais engajados com as
questões ambientais. Estes são os percursos didático-pedagógicos com foco na
educação ambiental.
A
realização da Mesa redonda ocorreu no dia 04 de dezembro de 2018, às 19:00h,
sendo iniciada abordando-se a construção do indivíduo e seus processos
formativos como indivíduo social, suas experiências e os conceitos que lhe são
passados nos espaços que convive na família, na comunidade ou espaços
coletivos. A escolarização terá influência nas relações da sociedade humana com
os recursos naturais. No dia a dia se consolidam as ações que vão transformar o
ser em um ser ecológico envolvido com a mudança social que tanto necessitamos.
Estes indivíduos diversos e com suas subjetividades, nos coloca diante do
primeiro desafio entender cada um como ser único e em que coletivo social está
inserido. Esta compreensão permitirá estabelecer os processos didáticos
metodológicos capazes de provocar uma reflexão alcançando Paulo Freire(1983),
“estamos convencidos de que, qualquer
esforço de educação popular, esteja ou não associado a uma capacitação
profissional, seja no campo agrícola ou no industrial urbano, deve ter, pelas
razões até agora analisadas, um objetivo fundamental: através da
problematização do homem mundo ou do homem em suas relações com o mundo e com
os homens, possibilitar que estes aprofundem sua tomada de consciência da realidade
na qual e com a qual estão”
A educação ambiental deve ser direcionada para a cidadania ativa considerando seu sentido de
pertencimento e co-responsabilidade que, por meio da ação coletiva e
organizada, busca a compreensão e a superação das causas estruturais e
conjunturais dos problemas ambientais (SORRENTINO
et al., 2005, p. 285-299). No contexto da educação profissionalizante seja no
nível técnico ou no superior, e principalmente na formação de professores é
fundamental transcender os paradigmas existentes de modo que os educandos
avancem neste sentido.
Esta provocação acontece
logo na abertura da apresentação com imagens de crianças ao lado de adultos que
tem uma relação afetuosa e de respeito ao meio ambiente e em seguida a imagem
de um caçador. E a provocação é: quem os ensinou pela vida? Fazendo os
presentes repensarem suas próprias histórias e também reconhecerem que cada
pessoa com que dialoga tem percursos formativos distintos. Ao fazer esta
reflexão entendemos melhor a forma como lidamos com nós mesmos, com o outro e
com o ambiente. Os profissionais que irão ser responsáveis em tomar decisões
deverão se entender como parte do meio, e que vivemos todos em um único sistema
de modo que as ações locais e regionais afetam o global e o contrário também.
Em seguida foi traduzido
uma abordagem sobre educação ambiental nas escolas, se é promovida na vivencia
diária ou meramente em ações isoladas. Se mostram como fazer e são o exemplo,
provocando os educandos a reproduzirem este fazer em seus locais de vivencia
familiar e coletiva. Para ilustrar foi apresentado o desenho de uma educanda do
Ensino Fundamental I, que após um projeto da escola decidiu estimular o uso
racional da água em sua residência. No
ensino profissionalizante não pode ser diferente, um egresso que atue para o
bem estar das gerações atuais e futuras deve experimentar estas experiencias
durante sua formação. E refletir sobre o que é melhor para o coletivo,
desenvolver a capacidade de enxergar o todo e a longo prazo. Neste ponto da provocação
e para promover a reflexão foi trazido o pensamento:
“O mundo não é. O mundo
está sendo. (...) Meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre,
mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências. Não sou apenas
objeto da história, mas seu sujeito igualmente. No mundo da história, da
cultura, da política, constato não para me adaptar, mas para mudar. (...)
Ninguém pode estar no mundo, com o mundo e com os outros de forma neutra. Não
posso estar no mundo de luvas constatando apenas. (...) É a partir deste saber
fundamental: mudar é difícil mas é possível, que vamos programar nossa ação
político-pedagógica” (FREIRE, 1997 ).
Na sequência, foram
mostradas ações de educação ambiental efetiva na formação técnico
profissionalizantes: Grupo de Estudos em Manejo de Solo e Água, objetiva
desenvolver ações de pesquisa e extensão em manejo de solo e água. Foi
escolhida uma das ações do grupo em que os discentes apresentam um estande em
um evento interno do Campus orientando o público sobre compostagem doméstica de
resíduos orgânicos para produção de adubo e utilização deste em hortas. O
título do estande era: compostagem, a ciência reciclando a vida e era por mim
coordenado.
No mesmo evento, outro
estande apresentou atividades do grupo constituiu a partir de atividade de EA
incorporada ao calendário acadêmico desde 2015, a Operação Beija-flor:
reciclagem do papel, detalhando as etapas do processo e despertando o apoio da
comunidade escolar para a implantação desta proposta aproveitando o resíduos
gerado no Campus; conscientização sobre o desperdício de alimentos no
refeitório, a partir do levantamento junto ao setor, expuseram em quilos de
feijão e arroz, o volume descartado dos pratos diariamente no almoço. E que
criação do Centro de Educação Ambiental do Campus, em 2018, garantindo a
efetivação destas atividades resultou percurso deste 2015.
Para contextualizar as
práticas apresentadas, foi dado um destaque ao que orienta o PCN, a
problematização e o entendimento das consequências de alterações no ambiente
permitem compreendê-las como algo produzido pela mão humana, em determinados
contextos históricos, e comportam diferentes caminhos de superação. Dessa
forma, o debate na escola pode incluir a dimensão política e a perspectiva da
busca de soluções (BRASIL, 1997).
No bacharelado e nas
licenciaturas são diferentes desafios que constituem a educação ambiental
nestes dois percursos formativos. Na formação do bacharelado em Zootecnia o
enfoque inicial é para a legislação ambiental que orienta os limites da
produção agrícola a conservação e/ou preservação do meio ambiente e a
responsabilidade do profissional graduado em cumprir os ditames legais.
Promover atividades práticas que permitam aos educandos beber da fonte é sem
dúvida o melhor aliado na construção de uma consciência ambiental dos futuros
bacharéis. Com este objetivo, é realizada visita de campo, roteiro: fazenda,
situada em região de Mata Atlântica, viveiro de mudas da ONG GAMBA, trilha na
mata e, por fim, subida a ponto mais alto da Serra da Jiboia, unidade de
conservação em processo de criação.
A fazenda preserva mais
da metade de sua área total, garantindo cobertura de floresta nativa superior
ao obrigatório por lei, possui várias nascentes, cachoeiras e solo rico em
matéria orgânica. Em loco é feito uma abordagem dos conteúdos teóricos
trabalhados em destacando as vantagens de garantir a manutenção das áreas que
legalmente são de preservação ambiental. No viveiro e durante a trilha, temos a
companhia de um mateiro que ao longo do percurso apresenta as espécies ali
existentes, a coleta de sementes, quebra de dormência e produção de mudas. A trilha acaba em uma bela cachoeira, os
estudantes que se encantam com a beleza e reconhecem a importância da vegetação
na conservação do solo e água. A última etapa do roteiro subida da Serra da
Jiboia, onde é possível analisar as transformações da paisagem e os impactos
resultantes da ação antrópica
Por fim, a formação de
professores, que vai além de desenvolver práticas que promovam consciência
ambiental, é preciso trazer os licenciandos para o lado de cá, ele precisa se
entender como docente diante da responsabilidade de promover esta construção de
consciência ambiental nos educandos. Mas, como fazer o educando se sentir
educador? Que estratégias adotar de modo que estes futuros e futuras docentes
se comprometam em garantir, no processo de ensino aprendizagem, a educação
ambiental?
A estratégia pedagógica
apresentada foi uma investigação feita pelos licenciandos do curso de
Licenciatura em Ciências Biológicas, destacando que é preciso conhecer o “chão
da escola” partindo de uma visão crítica para perceber que estruturas
físicas e pedagógicas estão postas. E
para estruturarem a investigação são feitas as seguintes provocações: O que
pode e deve ser mudado? Por onde começa a mudança? Será que o que falta é só
recurso?
Para dar conta dos
questionamentos optaram por analisar a percepção ambiental de docentes de
ensino médio em escolas estaduais em municípios do Vale do Jiquiriçá – BA e,
após aplicarem questionários estruturados, concluíram que segundo a percepção
dos docentes entrevistados: falta capacitação, faltam projetos contínuos,
muitas vezes não há conectividade da ação com o cotidiano dos estudantes, a
Educação Ambiental fica restrita aos projetos, e por fim os projetos resultam
na geração de resíduos com os quais a
escola não sabe lidar. Esta tomada de consciência mesmo ainda durante a
formação proporciona uma reflexão sobre o que está posto e como se posicionar
diante deste modelo.
Dando continuidade as
discussões, foram abordadas algumas experiências ocorridas durante o
desenvolvimento do componente curricular Educação Ambiental e de Projetos de
ICJúnior, junto aos discentes do Curso
Técnico em Meio Ambiente – modalidade Subsequente. O relato tratou das
atividades pedagógicas realizadas com base no tripé do ensino, da pesquisa e da
extensão, no período de 2011 a 2017, como promotores do protagonismo dos
discentes, da educação pela pesquisa e da educação científica, conforme figura
1, apresentada ao público no momento da atividade. As ações que envolveram essa
estratégia pedagógica foram concretizadas através de oficinas educativas, curso
de Formação de Agente Jovem Ambiental, no formato de projeto de extensão;
trabalhos de pesquisa e apresentação pública em eventos técnico-científicos.
Figura 1. Etapas de desenvolvimento das atividades pedagógicas em educação científica e ambiental. 2018
Na
busca por otimizar o “(...) pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, na
perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade”(BRASIL, 1999), os
discentes foram convidados a trazer para a discussão coletiva, em sala de aula
seus saberes e vivências anteriores ao ingresso no curso ou como os
conhecimentos atuais integravam-se entre si, como suas afinidades e conexões
poderiam contribuir para um ambienta mais saudável. Nessa mesma reflexão de
instigá-los a uma participação mais efetiva sobre as ações a serem
desenvolvidas, à luz de Demo (2005), compreendemos que a inserção dos discentes
como atores principais da construção do conhecimento promove um movimento de
busca, questionamentos, de pró-atividade que dentro do processo formativo, deve
estimular percepções mais críticas sobre os espaços de interação, em tempo que
possa se autoperceber como um agente transformador e inovador de uma sociedade
sustentável.
Como
resultados desse processo educativo, no período relatado foram realizados
ciclos de oficinas educativas pelos discentes sendo um total de 24 (vinte e
quatro)oficinas com os temas: Água, Resíduos Sólidos, Saúde Ambiental,
Tecnologia e Biodiversidade, Educação Florestal e Consumo Sustentável
distribuídas em escolas da rede municipal e estadual, entre o ensino
fundamental I, II e ensino médio do município de Valença, Bahia.
Nos
espaços não-formais foram desenvolvidas 01 oficina sobre Consumo Sustentável de
Energia com servidores do setor administrativo do IFBaiano – campus Valença e 01 oficina com o tema Agroecologia e
Compostagem junto a pequenos produtores rurais do município de Valença, Bahia; 02(duas)
oficinas com os temas Água e Gestão de Resíduos Sólidos, com jovens integrantes
da Associação Centro Social Fraternidade Baiana, na cidade de Vera Cruz, Bahia;
outras 04 (quatro) oficinas sobre Gestão de Resíduos Sólidos na Comunidade Nova
Valença I e II; e outras
04 (quatro) oficinas
sobre Reaproveitamento de materiais recicláveis.
Na
oportunidade, da mesa redonda, também foram demonstradas as 17(dezessete)
apresentações entre comunicação oral e pôster, dos discentes em eventos
técnico-científicos e a experiência do projeto de extensão Agente Jovem
Ambiental, cujo objetivo foi fazer uma formação introdutória de multiplicadores
ambientais, para o estímulo ao protagonismo de jovens estudantes do ensino
médio, da Comunidade do Bonfim, área rural do município de Valença, Bahia.
Houveram muitos
questionamentos, durante o diálogo, sobre as ações e como enfrentar os desafios
diante do descaso observado nas escolas acerca da educação ambiental. Foi muito
gratificante perceber o interesse do público, e isso ficou muito claro na
solicitação dos contados para futuros diálogos e trocas de experiências. Além
dos questionamentos muitas falas foram feitas elogiando as ações apresentadas,
consolidando diante daquele público a excelência da educação promovida nos
institutos federais em especial o IF Baiano e a importância de garantir uma
educação ambiental efetiva no ensino profissionalizante, de modo que os
egressos sejam profissionais críticos e atuantes nas questões ambientais
promovendo a sustentabilidade socioambiental.
Considerações finais
Concluiu-se que a educação ambiental é instrumento fundamental a
formação cidadã, a integração entre o ensino, a pesquisa e a extensão; que essa
é de fato uma via de aproximação do IFBaiano
com a comunidade em geral, que os desafios vão sendo superados durante
os processos de fortalecimento da cidadania, da potencialização dos encontros
entre os diversos saberes; e ainda que proporciona o engajamento de um modelo
de aprendizagem que imerge o discente no universo do ensino (conhecimento), da
pesquisa (investigação) e da extensão (intervenção) que contribuem na sua
formação, na qualidade ambiental e de vida local/regional.
Referências
BRASIL. Lei Federal nº 7975/99, institui a Política Nacional de Educação Ambiental –
PNEA, Brasília-DF, 1999. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>. Acesso em 01 de set.2020.
_________Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio
Ambiente. Secretarias de Ensino Fundamental. Brasília: MEC, 1997.
CARVALHO, Izabel Cristina de Moura. Educação Ambiental: a formação do sujeito
ecológico. 6ªed. Série: Saberes Pedagógicos. Editora Cortez. São Paulo,
2012.
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 7ª ed. Campinas: Autores Associados, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia
do Oprimido. 63ª edição. Editora Paz e Terra. Rio de Janeiro/São Paulo,
2017.
__________ Pedagogia da autonomia:
saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e terra, 1997.
___________.Cartas
à Guiné-Bissau. São
Paulo: Paz e Terra, 1978.
GADOTTI, Moacyr. A Carta da Terra na Educação. Editora Instituto Paulo Freire. São
Paulo, 2010.
_________________ Pedagogia da Terra. 6ªed. Série Brasil
Cidadão. Editora Petrópolis. São Paulo, 2000.
LEFF, E. Epistemologia Ambiental. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
NOVICKI, Victor
& MACCARIELLO, Maria do Carmo M. M. Educação Ambiental no Ensino
Fundamental: as representações sociais dos profissionais da Educação. In: 25ª Reunião Anual da Associação Nacional de
Pesquisa e Pós-graduação da ANPED, 2002. Caxambú, Minas Gerais.
OVCHELOVITCH, S. & BAUER, M. W. A
Entrevista Narrativa. In: Bauer, M. W. & Gaskell, G. Pesquisa Qualitativa com texto Imagem e Som - um manual prático. 6ª
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SORRENTINO, M.et al. Educação Ambiental como Política Pública.
Educação e Pesquisa (USP), São Paulo, v. 31, n. 2, p. 285-299, 2005.

Gostaria primeiramente de parabenizar as autoras pelo compartilhamento das suas experiências! Tenho uma dúvida e um questionamento: a dúvida é se as experiências citadas foram vivenciadas em apenas um campus ou se há descrição de experiências de outros campi contidas nesse relato. O questionamento é de que modo a abordagem da temática da sustentabilidade é realizada no campus de atuação das autoras ou no IF BAIANO de modo geral, uma vez que o capital já tem se apropriado desse discurso como forma de escamotear seus verdadeiros objetivos.
ResponderExcluirGleice de Oliveira Miranda
Prezada Gleice, em relação a sua dúvida os relatos se referem-se a ações desenvolvidas nos campi Santa Inês e Valença. Temática da sustentabilidade no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão, não apenas nos nossos campi no IF Baiano como um todo. De forma a contribuir no processos formativo dos alunos com vistas a sustentabilidade socioambiental que valoriza culturas e saberes locais tradicionais e promove o protagonismo dos atores locais.
ExcluirAgradecemos sua contribuição e nos colocamos a disposição para futuros diálogos.
As autores
Fiquei muito instigado em ler a experiência e gostaria que, se possível, problematizassem qual o lugar da construção de práticas significativas de transformação do ambiente que foram percebidas em relação ao tempo. Reescrevo: de que forma as ações podem ser mantidas, reincorporadas por novos sujeitos ou entendidas como prática assimilada pelo cotidiano acadêmico? É necessária uma educação ambiental cíclica (do ponto de vista das ações e temáticas) ou o processo tende a um acúmulo e complexificação com temáticas novas?
ResponderExcluirPrezado Davi, inicialmente os ambientes em que as ações foram desenvolvidas são Semiárido (Santa Inês) e Mata Atlântica ( Valença). As ações ocorrem de forma contínua tendo em vista que a atuação das autoras no IF Baiano dá-se enquanto docentes. E se aprimora no tempo e no espaço, promovendo permanência das propostas e projetos envolvendo não apenas a comunidade escolar como também a comunidade externa através de ações de extensão. Em se tratando do processo educacional de ensino-aprendizagem, precisa ser revisitado e rediscutido continuamente permitindo o aprimoramento constante de acordo com as realidades encontradas em cada espaço e momento.
ExcluirEm tempo agradecemos sua contribuição e participação e colocamo-nos a disposição para futuros diálogos.
ExcluirAs autoras.
Parabéns as autoras por partilhar as suas experiências! Gostaria de saber se as experiências citadas foram vivenciadas em outro espaço e quais as ações podem ser feitas para levarem essas experiências para outros ambientes?
ResponderExcluirLiz Leal Mota Capistrano
Prezada Liz, através de oficinas e palestras, que são ações de extensão difundidas em outros espaços. Buscamos também parcerias com outras instituições de modo a promover uma a troca de experiências.
ExcluirAgradecemos sua contribuição e colocamo-nos a disposição para futuros diálogos.
As autoras
obrigada, por apresentar suas experiências, apenas senti falta nas considerações finais, as respostas dos questionamentos que as provocaram e as instigaram a uma investigação e a qual elaboraram estratégias pedagógicas.
ResponderExcluirPrezada Kleide, sua pergunta é muito pertinente. Estamos certa de que os questionamentos se fazem no cotidiano, as próprias ações aqui apresentadas já são um reflexo destas provocações. Entendemos que estas respostas se dão na construção contínua do conhecimento e da mobilização da sociedade pois o trabalho é coletivo. E estas respostas vem deste coletivo não sendo algo pontual e sim contínuo. O processo formativo em Educação Ambiental perpassa por envolver, instigar e provocar cada individuo a se reconstruir enquanto ser que compõe o meio.
ExcluirAgradecemos sua contribuição e nos colocamos a disposição para futuros diálogos.
As autoras.
Parabéns as autoras, Adriana e Elielma, pelo trabalho de sistematização da experiência sobre os desafios e as vivências da educação ambiental no ensino técnico e na graduação, como prática docente, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano. De fato, o dialógico estabelecido a partir da socialização das experiências deve ter sido sensacional e muito gratificante. Obrigada pela partilha!!!
ResponderExcluirFiquei curiosa em saber se vocês, também, sistematizaram as ações de enfrentamento colocadas durante o debate, mais especificamente, diante do descaso observado nas escolas acerca da educação ambiental, bem como, quais as ações foram desencadeadas depois dessa sistematização.
E-abraço,
Rosineide Pereira Mubarack Garcia
Prezada Rosineide, adoramos sua sugestão, de fato não atentamos para esta sistematização, mas reconhecemos que a Educação Ambiental ainda precisa ser fortalecida na educação formal em todos os níveis. Um dos desafios de enfrentamento é justamente a continuidade das ações socioeducativas.
ExcluirAgradecemos sua participação e nos comprometemos a realizar esta sistematização num futuro próximo.
As autoras
Prezados autores, parabenizo o relato de experiência de vocês. Esse ato integrativo que a EA proporciona entre a Escola e a Comunidade que a circunda se faz uma ferramenta pedagógica fecunda, transformadora. O trabalho de vocês há uma conexão bastante interessante com o meu relato publicado no GD4, intitulado "PRÁTICAS INTEGRATIVAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL". A construção de um pensamento crítico e a práxis na escala local potencializa os resultados da EA, a qual deve se fortalecer diariamnete nas nossas escolas, na nossa sociedade.
ResponderExcluirPrezada Márcia Maria, ficamos felizes em percebermos esta conectividade entre nossa ações. Esperamos em algum lugar podermos estreitar os laços entre o IF Sergipe e o IF Baiano na construção da Educação Ambiental que tanto almejamos.
ExcluirUm abraço fraternos, as autoras!
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ExcluirGostaria de parabenizar as autoras pelo compartilhamento do trabalho!
ResponderExcluirA Educação Ambiental perpassa por desafios, mas também por potencialidades. Sensibilizar o aluno para a adoção de posturas que contemplem novas posturas e ações em relação ao Meio Ambiente é extremamente importante.
Considerando as estratégias desenvolvidas, vocês perceberam a construção de novos sentidos e significados em relação ao Meio Ambiente pelos alunos e demais envolvidos no processo?
Como evitar que ações de Educação Ambiental não sejam apenas evidenciadas no contexto de projetos temporários e estanques e se constitua como um princípio para outros saberes e práticas?
Vamos juntos,
Att, Lília Rezende dos Santos.
Prezada Lília, ao nos depararmos com posturas dos nossos discentes, no sentido de mobilizar a comunidade escolar para mudança de postura em relação ao descarte de resíduos e desperdício de alimentos, por exemplo percebemos que o processo de sensibilização se consolida gradativamente. Paralelo a isso ouvimos os relatos dos mesmo em relação a se tornarem influenciadores de ações ambientais nos seus lugares de vivencia.
ExcluirEm relação ao seu segundo questionamentos trazemos que o IF Baiano tem se mobilizado no intuído de constituir a Politica Institucional de Gestão de Resíduos Sólidos e Educação Ambiental objetivando o fortalecimento das ações ambientais desenvolvidas nos 14 campi inseridos nos diversos territórios do estados da Bahia, bem como a existência de grupos que promovem projetos socioeducativos em cada Campus.
Agradecemos sua contribuição e nos colocamos a disposição para futuros diálogos.
As autores.
Prezadas autoras, obrigada por compartilhar as experiências vivenciadas, por anunciar as potencialidades das práticas em Educação Ambiental, parabéns. Compreendo que as práticas são complementares, interdisciplinares e não são mensuráveis, mas fiquei curiosa quanto: dentre as práticas pedagógicas vivenciadas teve alguma que foi possível verificar maior mobilização ou mudança de postura/atitudes dos envolvidos quanto a Educação Ambiental?
ResponderExcluirMerilande de Oliveira Soares Eloi