MEDIAÇÃO EDUCATIVA E TECNOLÓGICA: A EXPERIÊNCIA DO CURSO DE EXTENSÃO ARTIGO CIENTÍFICO: COMO CONSTRUIR?

 




Daise Oliveira Carneiro. Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Conceição do Coité. E-mail: daiseeducacaoambiental@gmail.com; 
José Anselmo da Cunha. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano-Campus Serrinha. E-mail: bel.tel@hotmail.com; 
Fagner de Aquino Oliveira. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano-Campus Serrinha. E-mail: Fagneraquino82@gmail.com; 
Kelly Sandra Ramos Santos Silva. UniAGES. E-mail: sr.kellysandra@gmail.com; 

Rubinaldo Almeida de Sena. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano-Campus Serrinha. E-mail: rubisenna@gmail.com. 

 

 

Introdução

  

O presente trabalho compreende em um relato de experiência de um curso (online) em desenvolvimento, realizado pelo Núcleo de Estudos em Agroecologia (NEA) AbelManto do Instituto Federal Baiano campus Serrinha, em parceria com os grupos de pesquisa: Juventude, Ruralidades e Ação Educativa (JURUS), Laboratório de Políticas Públicas, Ruralidades e Desenvolvimento de Territorial (LaPPRuDes) e o Grupo de Pesquisa e Estudos sobre Lavouras Xerófilas, cujo princípio trata-se de práticas e vivências de mediação educativa e tecnológica voltado para a produção da escrita de artigos científicos. Portanto, a questão que norteia o estudo em questão consiste em buscar responder de que maneira o curso de extensão tem contribuído para a construção do ser pesquisador com relação à escrita de artigos?  

A metodologia desse trabalho compreende em uma abordagem qualitativa da modalidade pesquisa participante e as técnicas utilizadas para análise de dados consiste nos relatórios das oficinas on-line realizadas no período doze de agosto de dois mil e vinte a dois de setembro do mesmo ano supracitado. O curso encontra-se em execução, contudo já demonstra uma experiência em potencial no que trata a mediação educativa e tecnológica voltado para a construção do ser pesquisador na prática, haja vista que um dos princípios norteadores que dialogam com essa proposta de curso consiste na articulação teoria e prática e processos dialógicos do saber-fazer pesquisa e compreende em uma oportunidade de trocas de aprendizagens e construção de sentidos e significados da pesquisa científica. 

Portanto, o objetivo geral deste trabalho compreende em analisar as possíveis contribuições do curso de extensão “artigos científicos: como construir?” para a construção do ser pesquisador na prática.  E os objetivos específicos por sua vez consiste em: descrever o percurso metodológico do curso em questão e identificar as principais contribuições do curso para a construção do ser pesquisador na prática. 

A metodologia desse estudo trilha pela abordagem qualitativa, pois como nos diz Apolinário (2012, p.610) pesquisa qualitativa “é a que normalmente prevê a coleta de dados a partir de interações sociais do pesquisador com o fenômeno pesquisado”. Para tanto, a modalidade do estudo compreende em uma pesquisa participante o qual conforme reafirma Severino (2007, p. 120) é aquela em que o pesquisador, para realizar a observação dos fenômenos, compartilha a vivência dos sujeitos pesquisados, participando, de forma sistemática e permanente, ao longo do tempo da pesquisa, das suas atividades[...] A partir da observação das manifestações dos sujeitos e as situações vividas, estão sendo registrados descritivamente todos os elementos observados bem como as análise e considerações que fizer ao longo dessa participação.  

O curso foi pensando também a partir de um viés dialógico, por isso destaca-se o momento intitulado “Fala aí pesquisar” o qual cada encontro temos/teremos pesquisadores falando e abordando metodologias e formas de trabalho científico. Além disso ressalta-se também a participação das apresentações dos grupos de trabalho nas oficinas, ou seja, são oficinas pensadas e construídas a partir da compreensão de pesquisa como ato dialógico e indissociável com a construção do ser pesquisador. Assim, conforme o pensamento de Paulo Freire (1987) a autossuficiência é incompatível com o diálogo, pois para Freire (1987) como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros, que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela? 

Para tanto, esse relato de experiência está estruturado da seguinte maneira: após os aspectos introdutórios do trabalho, traz-se a segunda seção que compreende em situar o leitor a respeito da de como está sendo realizado cada oficina online especificando os procedimentos e abortes didáticos pedagógicos do curso e assim, após os resultados e discussão desse trabalho traz-se as considerações finais.  

 

Desenvolvimento  


O curso de extensão “artigo científico: como construir?” tem enquanto ênfase o estudo técnico e prático de conhecimentos construídos historicamente por pesquisadores/estudiosos no que tange os saberes e fazeres técnicos do campo da metodologia científica voltado para a produção de artigos.  

Nessa perspectiva, entende-se que esse projeto consiste em uma proposta educativa com potencial em almejar/possibilitar aos cursistas estudantes/pesquisadores um conjunto de conhecimentos e ferramentas técnicas primordiais para a construção de artigos científicos.  

Partindo do interim da aplicabilidade e importância que os conhecimentos em questão têm no contexto do rigor científico e a compreensão que os processos cognoscitivos da percepção/ produção e difusão do conhecimento perpassa pelo saber conhecer/fazer no escopo da metodologia científica. 

A proposta está implicada na perspectiva em estimular e fortalecer estudos/pesquisas e projetos a partir de inquietações advindas de vivencias teóricas e práticas dos estudantes/ pesquisadores, além de contribuir para produção e difusão de conhecimentos teóricos e práticos e suas possíveis potencialidades de articulação dos pressupostos epistemológicos da pesquisa científica.  

Para tanto, a primeira oficina teve enquanto temática “o ser no lugar da pesquisa”, com o objetivo central de conhecer as questões que envolvem o saber-fazer pesquisa com ênfase na construção de artigos e suas relações por meio da aplicabilidade dos princípios que norteiam a Metodologia Científica.  

Após a acolhida dos participantes ocorreu o momento – Fala aí pesquisadora- com a fundadora da SDW Forall contando sobre sua experiência com o Aqualuz. Esse momento da oficina intitulou-se “A experiência do Aqualuz enquanto pesquisa no semiárido” e contribuiu para o entendimento da importância da pesquisa para o desenvolvimento de tecnologias que transformam vidas, em especial as tecnologias hídricas, e assim compreender em uma oportunidade de partilha e construção de significados com relação as implicações e vivências do ser na construção da pesquisa científica.   

Para tanto, enfatizou-se que conceito da pesquisa científica busca ultrapassar o senso comum através do método científico (DESLANDES, 2016), ressaltou-se, também que o objetivo principal de um artigo é de divulgar e tornar conhecidos os resultados de uma pesquisa científica, explicitando os seguintes aspectos: o problema investigado; as referências teóricas utilizadas, ou seja, as teorias orientadoras da pesquisa; a metodologia empregada e os resultados alcançados. Conforme nos revelavam Marconi e Lakatos (2005, p. 262) versar sobre um estudo pessoal, uma descoberta, ou dar um enfoque contrário ao já conhecido; oferecer soluções a questões controvertidas; levar ao conhecimento do público interessado ou especializado no assunto novas ideias, para sondagem de opiniões ou atualização de informações, abordar aspectos importantes, levantados em alguma pesquisa. 

A segunda oficina, por sua vez teve enquanto temática Problemas de pesquisa e referências: o que é e como fazer? E contou com a participação de um professor do IFBaiano campus Serrinha e membro do LaPPRuDes e Xerófilas, no momento “Fala aí pesquisador” abordando sobre base de dados para o levantamento bibliográfico.  

O objetivo desse encontro centrou-se em aprofundar sobre o problema de pesquisa e referenciais teóricos e a partir disso elencou-se conteúdo a serem abordados, são eles: A construção do saber-fazer pesquisa no contexto dos Territórios de Identidades; Consolidação do problema de pesquisa; levantamento bibliográfico e fundamentação teórica; citações direta e indireta; NBR 6022-formatação de artigos científicos.  

Em se tratando do problema de pesquisa abordou-se que o mesmo compreende em um ponto de partida, um problema para o qual quer dá uma resposta. Enfatizou-se, também que o problema de pesquisa não se trata de julgamento de valor, mas de um ponto de partida para um estudo científico o qual é utilizado técnicas, procedimentos metodológicos e métodos para se chegar em um resultado. Nesse momento citou-se Gil (2008) ao reafirmar que pesquisa tem um caráter pragmático tendo enquanto objetivo fundamental descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos.  

Encerrou-se esse momento com exemplos de artigos para situar os cursistas a respeito da diversidade de temáticas em diferentes contextos e territórios, partindo do princípio que o campo de investigação parte da construção do ser pesquisador com suas percepções, histórias de vida, narrativas, anseios e questionamentos que são aguçados com o aprimoramento no contexto da pesquisa.  

A terceira oficina on-line intitulou-se “Painel integrado: olhares, diversidades e con(textos): a construção do sujeito pesquisador na prática’’ que teve enquanto objetivo retratar sobre as característica da introdução de um artigo e fomentar uma partilha entre os grupos de trabalhos  a respeito das temáticas que estão sendo trabalhadas por cada equipe para a elaboração do artigos. 

A sua questão motriz foi construir noções básicas de como elaborar uma introdução de um artigo que conforme Aragão e Neta (2017) o objetivo principal da introdução consiste em situar o leitor no contexto da pesquisa, aborda assim a apresentação do que foi investigado, a que se destina e a finalidade do trabalho. Em seguida houve as apresentações dos grupos de trabalhos (GT), sendo, portanto, um momento integrado de diversidade de olhares e contextos, atingindo dessa forma o objetivo central da oficina em questão. 

Dando continuidade as oficinas realizadas, o quarto encontro online intitulou-se “Metodologia da pesquisa: interação, descobertas e artefatos” e contou com a participação de um professor do IFBaiano e coordenador do grupo de pesquisa JURUS, a no momento “Fala aí pesquisador” com a temática “As três metodologias”. Tratando, portanto sobre o lugar da fala do pesquisador e as formas de fazer pesquisa. Na oportunidade ressaltou sobre a importância da leitura, do estudo, da escrita e do pensamento científico. Na oficina também houve participação dos cursistas abordando seus respectivos temas de estudo, sendo, portanto, uma oportunidade de construção e reconstrução de novos significados no que tange a construção da pesquisa científica.  

 



Considerações finais  

 

A experiência do curso de extensão “artigo científico: como construir?” tem sido uma oportunidade em se falar de produção de artigos, pesquisa e metodologia científica por meio da mediação educativa e tecnológica em tempos de pandemia.  

O curso é formado por estudantes/ pesquisadores que tem se reunido pela plataforma online com o propósito de construir sentidos, significados e a ressignificação das diferentes formas de se pensar e produzir pesquisas. Além disso, tem se apresentado em uma proposta em potencial por abordar também do diálogo com diferentes temáticas de artigos em construção pelos grupos de trabalhos, conferindo oportunidade para quem ainda não conhecia as noções básicas de produção de um artigo científico, além de contribuir para o aprofundamento de significados da pesquisa científica para quem tem experiência com a escrita de artigos.  

Para tanto, o curso em questão tem sido um desafio em sua execução por se tratar em práticas e vivências por mediação educativa/tecnológica, ou seja, novas formas de se pensar e construir práticas de ensino, mas muito além disso entendemos que os protagonistas compreendem nas pessoas, nos sujeitos estudantes, pesquisadores e professores que fazem e constroem a mediação educativa e tecnológica. 

 


Referências 


APOLINÁRIO, Fábio. Metodologia da ciência: Filosofia e prática da pesquisa. 2ed. São Paulo: Cegage Learning: 2012.  

 

ARAGÃO, José Wellington Marinho de. NETA, Maria Adelina Hayne Mendes Metodologia Científica. [recurso eletrônico] . Salvador: UFBA, Faculdade de Educação, Superintendência de Educação a Distância. 2017.  

 

DESLANDES, S.F. O Projeto de pesquisa como exercício científico e artesanato intelectual. In: MINAYO, M. C. de S; DESLANDES, S.F; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ. Vozes.2016. 

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 17ed. Rio de Janeiro. Paz e Terra. 1987. 

 

SANTOS, Vanice dos; CANDELORO, Rosana J. Trabalhos acadêmicos: uma orientação para a pesquisa e normas técnicas. Porto Alegre: Age, 2006. 

 
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho científico. 23. ed. São Paulo. Cortez. 2007.  

 

LAKATOS, E.M; MARCONI, M.A. Metodologia do trabalho científico. 4ª ed. São Paulo. Atlas. 1992. 

 

MINAYO, M. C. de S. O desafio da pesquisa social. In: MINAYO, M. C. de S; DESLANDES, S.F; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ. Vozes.2016.  

Comentários

  1. Maria Auxiliadora Freitas dos Santos21 de setembro de 2020 às 16:35

    Boa noite. Trabalho de extrema relevância. Uma pergunta: Para vocês, qual a importância pedagógica de atividades como estas no processo de educação profissionalizante sob a perspectiva dos princípios elencados por Paulo Freire?(MAria Auxiliadora Freitas dos Santos)

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    1. Trata-se de um curso que está contribuindo muito na nossa formação pessoal e acadêmica. A metodologia desenvolvida na atividade, permite uma significativa aprendizagem, uma vez que além das orientações teóricas, também estamos tendo a oportunidade de dialogar com pesquisadores, que estão apresentando resultados de pesquisas e projetos que já estão sendo difundidos. O fato de estarmos construindo trabalho escrito durante o curso nos possibilita colocar em prática as explanações teóricas trabalhadas durante os encontros virtuais. Dessa forma, a ideia de Paulo Freire de "aprender a fazer, fazendo", tem mostrado que realmente o desenvolvimento das atividades práticas logo após ter acesso as bases teóricas é importante no processo de ensino aprendizagem. (Rubinaldo Almeida de Sena)

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    2. A importância pedagógica consiste em se tratar de um curso em que o pressuposto didático não está ancorada em uma abordagem liberal tradicional com ênfase em exercícios repetitivos e mecânicos a qual o principal interesse é produzir indivíduos para o mercado de trabalho sem se preocupar nem refletir sobre mudanças sociais. Portanto, o curso em questão trata-se de um processo educativo profissionalizante, mas nao de uma abordagem/tendência tecnicista. Partindo do princípio que os saberes-fazer e saberes_ser do curso tem sua relevância educativa por se tratar de uma proposta de ensino a qual teoria e prática estão articulados no que tange à pesquisa enquanto princípio pedagógico. Além disso, viabilizou através das oficinas temáticas um processo educativo pedagógico em que os participantes poderam adquirir uma nova estrutura de conhecimento que lhes permitam reelaborar e reesignificar seus próprios conhecimentos e apropriar -se de outros. (DAISE OLIVEIRA CARNEIRO)

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  2. Experiência muito interessante. Como acreditam que essa experiência virtual possa, em nova edição, acrescentar ao coletivo que participará, as dimensões da dialogicidade e da autogestão como exercícios constantes? O que compreendem que a experiência, por ser virtual, dificultou ou colaborou nestas duas dimensões que problematizo?

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    1. Segundo Paulo Freire em sua obra a pedagogia do oprimido, a dialogicidade refere-se à essência da educação como a pratica da liberdade, nos impondo a buscar elementos construtivos, no processo de ensino e aprendizagem, sejam estes presenciais ou virtuais. Quando unimos a liberdade trazida pela dialogicidade com a, autogestão que estimula o processo de ensino e aprendizagem como base nas experiências empíricas de cada individuo, atuando na construção do próprio conhecimento de diferentes formas.
      O exercício constante destes métodos permite ao aluno a realização da autoavaliação, procurando incentivá-los a, traçarem seus próprios objetivos, desta forma o objetivo principal é tornar o discente como autor do próprio processo do apreender e construir, como pesquisador. A experiência obtida durante o período do curso, mesmo que ocorrido de forma virtual, permitiu que os alunos se reinventassem e se adaptassem diante das diferentes realidades que um pesquisador pode se deparar durante o processo de pesquisa, colaborando assim na formação de cada indivíduo como pesquisador, exercitando a sua autodisciplina. (Kelly Sandra Ramos Santos Silva).

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  3. A importância pedagógica consiste em se tratar de um curso em que o pressuposto didático não está ancorada em uma abordagem liberal tradicional com ênfase em exercícios repetitivos e mecânicos a qual o principal interesse é produzir indivíduos para o mercado de trabalho sem se preocupar nem refletir sobre mudanças sociais. Portanto, o curso em questão trata-se de um processo educativo profissionalizante, mas nao de uma abordagem/tendência tecnicista. Partindo do princípio que os saberes-fazer e saberes_ser do curso tem sua relevância educativa por se tratar de uma proposta de ensino a qual teoria e prática estão articulados no que tange à pesquisa enquanto princípio pedagógico. Além disso, viabilizou através das oficinas temáticas um processo educativo pedagógico em que os participantes poderam adquirir uma nova estrutura de conhecimento que lhes permitam reelaborar e reesignificar seus próprios conhecimentos e apropriar -se de outros.

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    1. Essa experiência virtual poderá acrescentar ao coletivo em uma nova edição por permitir que os conhecimentos que englobam a pesquisa e a metodologia do trabalho científico cheguem em diferentes territórios de identidade a partir do pressuposto diálogo de reflexões de diversas abordagens e resultados de pesquisas o que favorece uma ampliação dos repertórios metodológicos científicos dos participantes do curso o que vem a colaborar para a implicação da autogestão de escolhas teóricas e metodológicas dos estudantes/pesquisadores no que tange produzir pesquisas e assim contribuir para a difusão do conhecimento de diferentes fenômenos sociais. Além disso, contribui no sentido de permitir aos participantes do curso o acompanhamento e construção de aprendizados de novos sentidos da pesquisa científica através da mediação educativa/tecnológica o que vem a favorecer a logística tempo/espaço dos participantes do curso que não precisará se deslocar ao espaço físico da instituição de ensino com o intuito de construir e reesignificar teorias e práticas do fazer pesquisa científica. Contudo, esse formato virtual de medicação educativa/tecnológica dificulta/inviabiliza a participação das pessoas que não tem acesso a internet,uma vez que no Brasil não se tem políticas públicas de democratização ao acesso à internet. (DAISE OLIVEIRA CARNEIRO)

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  4. Nova edição, como pode acrescentar, contribuição ou dificuldade p conta da modalidade
    Diante da necessidade de se manter em isolamento social, e, ao mesmo tempo o conhecimento precisa ser produzido, outros recursos se fazem necessários para desenvolvimento de atividades educativas. E diante dos recursos tecnológicos disponíveis, cabe aos estudantes e pesquisadores utilizarem as metodologias mais viáveis para uma interação educativa, que permita melhor a compreensão, e produção científica. Os desafios são constantes por conta da modalidade remota, uma vez que o diálogo entre os envolvidos sofre algumas interferências, como a qualidade da internet, o equipamento utilizado, local adequado a realização dos estudos/pesquisas, acesso a referências entre outros. As facilidades podem está no uso de equipamentos acessíveis, encurtamento de distâncias, e, contato privilegiado com pesquisadores reconhecidos, que muito contribui na formação continuada. (Rubinaldo Almeida de Sena)

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  5. Olá... muito interessante essa experiência relatada por vocês. A discussão e democratização do fazer pesquisa é tão importante quanto o processo em si. Parabenizo a iniciativa e gostaria de saber se essas oficinas foram disponibilizadas ao público em geral, de forma a incitar a prática da pesquisa?

    Eliane Vieira de Ataides Valim

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    1. Olá, obrigada!
      As oficinas não foram direcionadas para o publico em geral, foram dirigidas aos alunos do ensino médio, técnico, graduando e graduados, houve bastante interação e abrangência, não se limitando a apenas a uma instituição, houve participação de discentes de universidades publicas e privada, escolas e Estados distintos. Havendo desta forma uma maior troca de conhecimentos, vale ressaltar que muitos dos alunos participantes do curso ainda não haviam realizado a construção de um artigo cientifico, com as oficinas e as praticas realizadas, muitos deles saíram com seus artigos bem encaminhada, necessitando apenas de alguns ajustes para a publicação. (Kelly Sandra Ramos Santos Silva).

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