Introdução
A reflexão sobre a prática pedagógica por
muitos profissionais da educação favorece a construção de novas abordagens
centradas nos processos de aprendizagem de estudantes, onde a sala de aula é
vista “enquanto espaço de interações entre os sujeitos históricos e o
conhecimento, o debate, a curiosidade, o questionamento, a dúvida, a proposição
e a assunção de posição resultam sem dúvida, em protagonismo e em
desenvolvimento da autonomia” (DIESEL et al., 2017, p. 285).
As práticas pedagógicas precisam favorecer
o desenvolvimento do estudante como um todo como colocam Araújo e Frigotto (2015):
quando se trata de integração, a utilidade dos conteúdos não deve ser na
perspectiva imediata do mercado de trabalho, mas de sua utilidade social, sua
possibilidade de promover a formação do ser humano e instrumentalizar o
reconhecimento da essência da sociedade e sua transformação e formar o
indivíduo em suas múltiplas capacidades como trabalhar, viver coletivamente,
agir autonomamente sobre a realidade, contribuir para a construção da
sociabilidade, fraternidade e justiça social.
E entre as metodologias ativas que favorecem
diversos aspectos da aprendizagem destaca-se aqui a Aprendizagem Baseada em
Problemas – ABP, traduzida da expressão inglesa Problem-based Learning –
PBL.
Lopes et al., definem a ABP como uma
estratégia instrucional que tem como eixo a investigação de problemas da
realidade e a busca de possíveis soluções e todo trabalho é realizado em
pequenos grupos de estudantes, supervisionados por um professor, ou tutor,
assim, “estudantes e professores se envolvem em analisar, entender e propor
soluções para situações cuidadosamente desenhadas de modo a garantir ao
aprendiz a aquisição de determinadas competências previstas no currículo
escolar” (2019, p. 49).
Contudo, através das adaptações para
atender as necessidades de diferentes instituições surgiram alguns processos
híbridos de ABP que utilizam pequenas exposições para auxiliar na resolução do
problema. Hung (2015), reconhece a existência de algumas dessas derivações sendo
a aprendizagem baseada em estudo de caso (case-based learning), a mais próxima
da ABP pura (aquela que não utiliza exposições didáticas), porém a estrutura do
caso pode ser adaptável a necessidade dos estudantes e é mais direcionada, pois
presume a existência de uma resposta correta para solucionar o problema.
Clyde Freeman
Herreid, principal pesquisador do método, publicou a partir de 1994, uma série
de artigos no Journal of College Science Teaching sobre o método do
estudo de casos no ensino que contribuiu para sua divulgação. Em um desses
artigos, ele fala das orientações para elaboração de um
estudo de caso, que precisa: narrar uma história, despertar o interesse pela
questão, ser atual, produzir empatia para com as personagens centrais, incluir
diálogos, ser relevante ao leitor, ter utilidade pedagógica, provocar um
conflito, forçar uma decisão, ter generalizações e ser curto (HERREID, 1998).
Essas são orientações básicas para se elaborar uma situação problema em forma
de um caso, compartilhadas também por Sá e Queiroz (2010) na elaboração de
estudo de caso para o ensino de Química.
A metodologia da aprendizagem baseada em
problemas tem por base a psicologia cognitiva, que compreende que o conhecimento
não é transferível, o estudante precisa ativamente dominá-lo a partir de sua
estrutura cognitiva disponível (MAMED et al, 2001). Na teoria da aprendizagem
significativa de David Ausubel esse conhecimento existente na estrutura cognitiva
é chamado de conhecimento prévio e é importante para a ancoragem de novos
conhecimentos no processo de aprendizagem e a tarefa do estudante é organizar
ele próprio os novos conhecimentos e que,
portanto, ideias impostas ou aceitas de modo
passivo e não crítico não poderão ser significativas (AUSUBEL
et al., 1980). Portanto, o objetivo da pesquisa foi investigar
e avaliar a metodologia da Aprendizagem Baseada
em Problemas através do estudo de casos na disciplina de Arte com foco na aprendizagem
significativa em uma turma de 2º ano do ensino médio integrado do curso redes
de computadores do Campus Rio Branco, do Instituto Federal do Acre – IFAC.
Diante do exposto, trata-se neste relato a
experiência realizada com a utilização da ABP na forma de estudo de casos no
ensino de Arte. Optou-se pelo método do estudo de casos para promover uma abordagem
construtiva dos conhecimentos, o desenvolvimento integral e a autonomia dos
estudantes no processo de aprendizagem. E como os casos podem ser produzidos
para trabalhar sob diferentes perspectivas como um tema isoladamente, uma
disciplina ou de forma interdisciplinar, o que torna o método mais flexível para
atender à diferentes objetivos de aprendizagem, com isso viabilizou que a
experiência fosse realizada na disciplina de Arte com estudantes do ensino
médio integrado.
A
elaboração e as etapas de aplicação do estudo de caso
A experiência foi realizada em uma turma
do segundo ano do curso técnico integrado em redes de computadores do Campus
Rio Branco no Instituto Federal do Acre (IFAC). A turma tinha 41 estudantes
matriculados e frequentes, tratava-se de um público adolescente, e de acordo
com eles a turma ainda não tinha tido nenhuma experiência com a metodologia da
ABP, mas aceitaram participar da experiência.
Foi elaborado previamente um estudo de
caso com base nas orientações de Herreid (1998), e intitulado “Isto é arte?!”, que
envolveu o tema arte moderna como continuidade ao conteúdo de Arte estudado
pela turma no ano anterior. Foi elaborado também um roteiro para aplicação do
estudo de caso que se baseou principalmente nas orientações do modelo normativo
para o processo de tomada de decisão de Kortland (2001), que prevê uma
sequência de ações para resolução de problemas, como: identificação do
problema, desenvolvimento de critérios, geração de alternativas, avaliação das
alternativas e tomada de uma decisão que consiste na melhor solução, e o
processo é acompanhado pela ação e monitoração. No roteiro, as atividades
previstas foram divididas em dois encontros de quatro horas cada e foram
realizados aos sábados, no período matutino.
No primeiro encontro com a turma, foram
desenvolvidas as etapas de identificação do problema, desenvolvimento de
critérios, geração e avaliação das alternativas mais viáveis para a solução. Todas
as etapas do estudo de caso foram desenvolvidas em grupos como orienta a
própria metodologia. Foi entregue para cada estudante uma cópia do estudo de
caso “Isto é arte?!” para uma primeira leitura individual. Depois foi realizada
uma leitura em voz alta pelos próprios estudantes, uma breve discussão sobre o
assunto do caso e os grupos passaram para a identificação do problema do caso,
primeira etapa do modelo de tomada de decisão de Kortland (2001). Foi
disponibilizada a visualização das obras através de cópias impressas que foram
fixadas na parede da sala de aula para que os estudantes pudessem realizar
inferências a partir de uma leitura visual e realizar comparações entre elas.
Nesta etapa de identificação do problema,
os grupos tiveram dificuldades em descrever com clareza qual ou quais eram as
questões a serem respondidas. Por isso, foram feitas interrupções em alguns
momentos da atividade com base no método interrompido de Herreid (2004), onde a
cada quinze minutos aproximadamente o professor interrompe as discussões para
verificar como os estudantes estão se desenvolvendo para sanar dúvidas e
acrescentar informações. Essas interrupções foram feitas diretamente nos grupos
com a rotatividade do professor.
Na sequência, os grupos discutiram as
informações importantes do caso, geraram as alternativas, ou seja, as
possibilidades de explicações para o problema encontrado, e na sequência
escolheram as alternativas com as quais iriam trabalhar. Nestas etapas, o professor também passou por
todos os grupos para saber como estava o andamento da atividade. Por não terem
habilidade de realizar tarefas com autonomia os estudantes precisaram sempre de
orientação. De
acordo com Zabala (1998), o processo de autonomia dos estudantes é progressivo,
se oportuniza situações em que participem de resoluções de atividades e aos
poucos se retira a ajuda, à medida que tenham adquirido autodireção e
autorregulação do processo de aprendizagem.
O professor precisa estar atento no
momento dessas orientações para não encurtar o processo que o grupo precisa realizar
para resolver o problema, pois é através desse processo que ocorrem diversas
aprendizagens como atitudes responsável, colaborativa, integrativa,
comunicativa, entre outras.
Constatou-se
durante as atividades que alguns integrantes dos grupos se dispersavam e conversavam
sobre outros assuntos constantemente e, para otimização do tempo, orientou-se
que um integrante do grupo sempre tomasse nota das discussões para que não perdessem
o foco.
E, depois de finalizada a atividade de
elaboração e avaliação de hipóteses, encaminhou-se os grupos para a pesquisa,
cuja finalidade foi aprofundar os conhecimentos para criar argumentos capazes
de comprovar as hipóteses. Nas etapas anteriores a pesquisa, os estudantes
trabalharam com os conhecimentos já existentes, os conhecimentos prévios, e por
isso são importantes a interação e o diálogo no grupo para haver uma troca de
informações.
Para a realização da pesquisa, os grupos
receberam uma lista com sugestões de endereços eletrônicos correspondentes a
livros digitais, conteúdo sobre a temática, e vídeo aulas, além de
disponibilização de livros físicos que continham os assuntos pertinentes. Os
estudantes foram encaminhados ao laboratório de informática para que pudessem
ter acesso a internet e orientou-se que anotassem a fonte de pesquisa utilizada
por eles. Ao término do tempo destinado a pesquisa no laboratório foram
orientados que continuassem as pesquisas no intervalo entre os encontros e
antes de deixarem a sala realizaram a escrita individual do diário reflexivo
(CHAPPELL, 2007), que foram escritos e devolvidos ao professor.
No segundo encontro com a turma, a continuação
das atividades ocorreu com a reunião dos grupos já formados para a discussão das
informações obtidas com a pesquisa da semana anterior e se ainda precisariam de
mais pesquisas para chegarem à resolução do problema que corresponde a última
etapa do processo de tomada de decisão. Os grupos que já tinham encontrado a
solução do problema foram orientados a realizar a atividade de construção de um
mapa conceitual como forma de organizar os conhecimentos correspondentes a
resolução do problema.
Como a teoria da aprendizagem
significativa não aborda instrumentos simples e funcionais para averiguação do
conhecimento o mapa conceitual pode ser
um desses instrumentos que foi desenvolvido para estabelecer comunicação com a
estrutura cognitiva do aluno e para externalizar os conhecimentos que o aluno
já possui para que ele e o professor tomem consciência disso (NOVAK; GOWIN, 1996).
Portanto, o mapa conceitual foi utilizado para
avaliar a aprendizagem dos estudantes nesse processo. Depois da construção do
mapa conceitual, cada grupo realizou apresentação oral explicando para a turma
a solução para o problema inicial concluindo-se as etapas do processo de
resolução de problemas.
Neste segundo encontro foi formado um novo
grupo com os estudantes que não estiveram no primeiro encontro que, com mais
celeridade, realizaram as mesmas etapas que os demais.
Ao final das apresentações dos grupos foi
destinado um momento para os estudantes realizarem a escrita do diário
reflexivo e o preenchimento do questionário sobre a experiência com a
metodologia da ABP e encerrou-se a aplicação da metodologia da ABP através de
estudo de casos na turma.
Discussão dos resultados
A análise dos dados coletados foi
realizada, predominantemente, dentro de uma abordagem qualitativa, pois
optou-se por análise de conteúdo dos diários reflexivos e dos mapas conceituais
e buscou-se por evidências de aprendizagem significativa do conteúdo da matéria
de ensino e a percepção dos estudantes quanto a metodologia aplicada.
Na escrita dos diários reflexivos verificou-se
que tanto no primeiro quanto no segundo encontro, os estudantes pouco falaram sobre
os conceitos da temática, pois usaram termos vagos para responder sobre o que aprenderam na aula, como “aprendi sobre
pinturas”, “sobre artistas”, apenas alguns usaram termos específicos como
“modernismo”, “arte moderna”, “neoclassicismo” e “o belo e o feio na arte”. Esperava-se
que os estudantes relatassem com mais detalhes o que tinham aprendido nos
encontros.
A aprendizagem dos conceitos ficou mais
evidente com as análise dos mapas conceituais e das apresentações dos grupos e
foi possível concluir que todos os grupos compreenderam que o estudo de caso
tratava de duas formas distintas de representação, pois descreveram a quais
movimentos ou estilos artísticos os artistas citados no caso pertenciam e qual
era o contexto desses artistas, e as características dessas representações, bem
como refletiram sobre o julgamento da arte pelo público.
Os grupos apresentaram maior aprendizagem
sobre o conceito de neoclassicismo na pintura pois elencaram os conceitos
subordinados com maior número de proposições corretas enquanto o conceito de modernismo
na arte apresentou menor número de proposições corretas. Embora muitos
conceitos apresentados nos mapas conceituais fizessem parte da temática
precisavam estar organizados hierarquicamente e apresentando relações conceituais
corretas para caracterizar uma aprendizagem. Através do mapa conceitual “o
aluno externaliza como está organizando conceitos e relações entre conceitos de
uma determinada área de conhecimento. Esta externalização é um reflexo (não
necessariamente uma réplica) de sua organização cognitiva nessa área” (MOREIRA,
2013, p. 32).
Moreira
(2013), sugere ainda que o estudante possa explicar o seu mapa conceitual de
forma escrita ou oral para tornar mais clara a essa organização cognitiva, por
isso optou-se por apresentações orais pelos grupos. O que foi muito positivo
pois foi possível verificar que os grupos tiveram uma aprendizagem maior que o esperado
sobre o conteúdo, pois algumas informações que apareceram na comunicação oral
não estavam escritas no mapa conceitual. Através da Figura 01 se observa a
construção do mapa conceitual sobre a temática por um dos grupos de trabalho.
Figura
01: Mapa conceitual representando a solução do problema, elaborados por dos grupos
de trabalho.
Quanto aos aspectos da metodologia, no
diário reflexivo os estudantes relataram maior dificuldade na etapa de
identificação do problema do estudo de caso e na elaboração do mapa conceitual.
E apesar de terem avaliado a atividade de mapa conceitual como um ponto de
dificuldade, os estudantes a elegeram como uma das atividades que mais gostaram
de realizar.
E quanto ao trabalho em grupo, que é
próprio da metodologia, a maioria dos estudantes avaliou positivamente a
colaboração e a interação com os colegas. Para Schmidt (1983), através da
discussão em grupo os estudantes têm oportunidade de amplificar e aumentar a
elaboração de conhecimento. O conhecimento de cada membro do grupo é partilhado
por isso se aprende mais coletivamente do que individualmente (HUNG, 2015).
A metodologia não foi interessante ou o
esperado para alguns estudantes que disseram que gostariam que fosse mais “dinâmica”
e alguns acharam o processo muito “demorado”. Ocorre que quando as equipes
adquirem autonomia elas passam a trabalhar cada uma em um ritmo e professor
apenas exercerá o papel de tutor. Desta forma, não precisam esperar que todos
tenham chegado à resolução de um estudo de caso para darem início a outro ciclo
de resolução de problemas.
A metodologia da ABP não pretende somente
a aquisição de conhecimento da matéria de ensino enquanto se resolve
problemas, pois pretende também o “desenvolvimento
de competências de comunicação, de pensamento crítico, de tomada de decisões,
de auto e heteroavaliação, entre outras, e não meramente a aquisição conceptual
centrada na memorização de conceitos do ensino tradicional” (VASCONCELOS;
ALMEIDA, 2012, p. 12).
O questionário respondido pelos estudantes
no final da aplicação da metodologia tratou exatamente desses aspectos que são
inclusive mais comuns as metodologias ativas, onde espera um desenvolvimento
integral dos estudantes e que eles aprendam a avaliar o próprio processo de
aprendizagem.
A
elaboração do questionário foi baseada no modelo já usado por Sá e Queiroz
(2010), Cachinho (2010) e Farias (2017), e foi composto por perguntas fechadas,
de múltipla escolha, baseado na escala Likert, com 05 opções de
respostas. Foram analisados 30 questionários usando a seguinte pontuação para
escala: 5 = concordo totalmente; 4 = concordo parcialmente; 3 = indeciso; 2 =
discordo parcialmente e 1 = discordo totalmente, e partir da quantificação das
ocorrências se realizou a média das respostas, como mostra a Figura 02.
Figura 02: Os escores médios das assertivas relacionadas
à aprendizagem e ao desenvolvimento de habilidades. Fonte: desenvolvido pelos
autores.
Como mostrado na Figura 02, o desenvolvimento de capacidades relacionadas a comunicação oral, itens 1,4,9 e 11, foram bem positivas. O mesmo ocorreu com a comunicação escrita, item 2 e 7, o que inclui a construção do mapa conceitual.
A capacidade de trabalho colaborativo apresentou uma avaliação positiva, mas no que se refere ao trabalho igualitário entre os membros teve uma avaliação um pouco abaixo da média. O que reforça algumas falas do diário reflexivo de que nem todos tiverem o mesmo empenho na realização das atividades.
Quanto a capacidade de solucionar
problemas a avaliação foi favorável considerando que os estudantes tiveram a
oportunidade de trabalhar com apenas um estudo de caso. Para assimilarem melhor
todo o processo de solução de um problema em ABP precisariam de uma experiência
mais longa e automaticamente essas habilidades passariam a ser empregadas em
outros contextos da vida dos estudantes.
Considerações finais
A teoria da aprendizagem significativa é
uma grande aliada para uma aprendizagem construtiva na sala de aula e pode ser
abordada em diferentes situações de aprendizagem. Contudo, dentro da abordagem da
ABP ela atua como complementar pois a ABP já tem essa característica construtiva
do conhecimento e isso maximiza a aprendizagem.
Esta experiência realizada com a turma do
ensino médio integrado mostrou o quanto a ABP através de estudos de casos
colaborou para o desenvolvimento integral dos estudantes, desenvolvendo
habilidades e atitudes importantes para o contexto social e profissional, como
a atitude colaborativa, a comunicação, a resolução de problemas, a autonomia e a
capacidade de aprender a aprender.
Deve-se elucidar
que uma experiência isolada não é capaz de desenvolver plenamente as habilidades
dos estudantes, principalmente o desenvolvimento da autonomia, pois os
estudantes estão habituados a uma aprendizagem dirigida pelo professor o que
torna desconfortável esse processo de autodireção e de busca de informações,
levando mais tempo para a construção de uma concepção de aprendizagem ativa.
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Excelente experiência para refletirmos. Fico aqui com uma questão: quando alguns(as) participantes avaliam que poderia ser "mais dinâmico", acreditam que possa apontar nessa avaliação que o uso do termo dinâmico tenha a ver com a urgência de respostas e a refutação do tempo do diálogo e da construção coletiva? Ou, de outra forma, poderia apresentar que o fato de não conhecerem ou não estarem acostumados(as) com processos autogestionários, sentem que falta algum elemento para construir a ideia de completude?
ResponderExcluirOi, Davi, obrigada pelas colocações.
ExcluirNesta experiência, como são adolescentes, eles dão preferência ao fazer e que envolveria de certa forma essa construção coletiva. O ensino de Arte tambem carrega essa tradição do fazer e portanto, os estudantes não estão muito habituados a pesquisar na disciplina de Arte.
Que estudo empolgante! Viajei para o Acre com este Mapa Conceitual. Esse autor que vcs muito destacam sobre estudo de caso - HERREID não tem textos traduzidos? A obra deve ser muito interessante! Parabéns pelo maravilhoso Relato de Experiência. Nivia Barreto dos Anjos.
ResponderExcluirOi, Nívia, obrigada pela apreciação.
ExcluirOs artigos de Herreid, por enquanto, não estão disponíveis traduzidos para língua portuguesa. As grandes divulgadoras do método do estudo de caso são Sá e Queiroz e através das publicações foi possível entender melhor a aplicação do método.
Obrigada! Vou procurar este texto.
ExcluirNivia, não sei se você conhece o autor Yin, ele também é um bom material sobre estudo caso, referência: Yin, R. (2005). Estudo de Caso. Planejamento e Métodos. Porto Alegre: Bookman.
ExcluirOi, Kleide, o autor em questão trata do estudo de caso enquanto método de pesquisa, é isso?
ExcluirNa minha pesquisa trabalhei o estudo de casos como método de ensino, ou seja no processo de ensino-aprendizagem. Não consegui ver uma relação direta com o método de ensino.
EXCELENTE!!!!Parabéns pela escrita do texto e pela iniciativa inovadora do projeto. Estou buscando introduzir as metodologias ativas nas minhas aulas, mas encontramos muitas dificuldades ao longo do caminho, especialmenteno que refere à dificuldade dos alunos em assumirem uma postura mais proativa na construção do seu próprio conhecimento. Acredito que estamos evoluindo e aprendendo juntos! Na sua opinião, poderiamos utilizar esse modelo proposto com casos clínicos relacionados à saúde? Pode dar sugestões? Seria para a área da Ortopedia e Traumatolohia hospitalar. Desde já agradeço a atenção dispensada. Leila Valverde Ramos.
ResponderExcluirOi, Leila. O estudo de casos, que é uma forma híbrida de Aprendizagem Baseada em Problemas - ABP, teve seu início no contexto do ensino de ciências. Nesse contexto, a grande referência são os casos clínicos para o ensino possibilitando trazer a realidade do contexto profissional para a sala de aula, principalmente dos cursos de medicina.
ExcluirO que tem ocorrido é uma adaptação destes estudos de casos para outros áreas de ensino como a experiência realizada neste projeto. Recomendo a leitura de Mamed et al.,(2001), Sá e Queiroz (2010), e Herreid para enriquecer sua experiência.
A leitura do texto foi muito instigante, parabéns pelo trabalho e obrigada por compartilhar. Acredito que são nossos alunos, que mais lucram com essas iniciativas, pois realmente pensamos e almejamos a colaborar para o desenvolvimento integral deles, desenvolvendo habilidades, atitudes, autonomia e a capacidade de aprender a aprender.
ResponderExcluirAcreditamos que a metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas integra diversas aprendizagens ao mesmo: ativa os conhecimentos prévios, incentiva a colaboração e a cooperação, a pesquisa, a reflexão e o raciocínio, etc. Sempre trazendo os conhecimentos para um contexto mais próximo à realidade do estudante.
ExcluirObrigada pela leitura!
Parabéns pelo desenvolvimento da pesquisa, achei maravilhoso que profissionais como vocês estejam cada vez mais engajados em adotarem novas metodologias para atuarem na sala de aula. Dentro desse contexto eu gostaria de saber se vocês possuem conhecimento acerca da adoção da ABP por outros professores da área de artes em suas aulas?
ResponderExcluirRaquel Viana dos Anjos
Oi, Raquel, tenho dois colegas professores que realizaram experiências no ensino de ciências e no ensino de geografia. No ensino de Arte, já fiz um breve levantamento e não encontrei nenhuma publicação sobre a aplicação da metodologia da ABP, por isso minha referência foram as experiências em outras disciplinas.
ExcluirObrigada pela leitura.
Boa tarde! Que linda experiência nos relataram... estou desenvolvendo minha pesquisa de mestrado também com estudantes do Ensino Médio e é muito motivador conhecer trabalhos assim. Estou trabalhando com fotografia, que também é arte. Vocês acreditam que a partir desse trabalho esses estudantes abrem seus horizontes para novas formas de aprender? No início do trabalho vocês enfrentaram alguma resistência?
ResponderExcluirEliane Vieira de Ataides Valim
Olá, Eliane, percebemos que entre os adolescentes há menos resistência, mas eles tem dificuldade com o processo, pois precisam, eles mesmos, avaliarem o que já sabem e o que falta aprender para irem para pesquisa. Foi possível perceber que eles ficam esperando que o professor dê os comandos, ou seja, a autonomia vai sendo construída. Alguns estudantes relataram que conseguiram aprender com a metodologia, outros disseram que tiveram que fazer um esforço para aprender, os outros que foi interessante ver as ideias dos colegas, então acreditamos que um ensino em que o estudante compartilha saberes e busca conhecimento para resolver problemas é um ensino com maiores possibilidades para a vida.
ExcluirNa aprendizagem baseada em problemas a solução pode vir em forma de algum produto, como a fotografia, a pintura, não precisa ser apenas uma apresentação oral, e
nesta experiência a produção foi o mapa conceitual devido os objetivos do projeto de pesquisa.